A reforma tributária deixou de ser promessa para virar calendário. Depois de décadas de discussão, o Brasil começa a trocar um dos sistemas de impostos mais complexos do mundo por um modelo mais simples, inspirado no IVA usado em mais de 170 países. Para quem empreende, a pergunta certa não é "se" a mudança chega, e sim "quando e quanto" ela mexe no caixa da empresa.
Neste guia, o time da CEOCON resume o que já está definido, o cronograma oficial da transição e as decisões que valem a pena tomar ainda em 2026.
A reforma em uma frase
Cinco tributos sobre o consumo deixam de existir e dão lugar a dois. PIS, Cofins e IPI são substituídos pela CBS, federal. ICMS e ISS são substituídos pelo IBS, compartilhado entre estados e municípios. Completa o pacote o Imposto Seletivo, cobrado sobre produtos específicos, como bebidas e cigarros.
O novo sistema cobra o imposto no destino e devolve crédito sobre quase tudo o que a empresa compra. Quem organiza a operação antes, paga o imposto justo desde o primeiro dia.
O cronograma da transição
Ano de teste. CBS e IBS aparecem destacados na nota fiscal com alíquotas simbólicas, sem custo adicional. É a chance de ajustar sistemas e processos sem multa.
A CBS entra em vigor integral e PIS e Cofins deixam de existir. Começa a cobrança do Imposto Seletivo. É aqui que o preço e a margem de cada produto precisam estar recalculados.
Transição gradual: ICMS e ISS perdem participação ano a ano enquanto o IBS cresce na mesma proporção. Empresas convivem com os dois sistemas ao mesmo tempo.
Fim da transição. O sistema antigo é desligado e o novo modelo passa a valer para 100% das operações.
Onde a sua empresa sente o impacto
- Precificação: a carga muda por setor e por produto. Preços definidos "por cima" do sistema antigo podem esconder margem perdida ou preço fora de mercado.
- Fluxo de caixa: o crédito amplo devolve imposto sobre quase todas as compras, mas o ritmo de devolução muda o capital de giro necessário.
- Contratos longos: acordos que atravessam 2027 precisam de cláusula de reequilíbrio para a nova carga tributária.
- Sistemas e obrigações: ERP, emissor de notas e rotinas fiscais precisam falar a língua da CBS e do IBS já no ano de teste.
- Regime tributário: o Simples continua existindo, mas em alguns casos deixar de aproveitar crédito pode custar caro. A conta precisa ser refeita.
O que fazer ainda em 2026
Faça o diagnóstico tributário. Simule a carga da sua operação no novo sistema, compare regimes e identifique créditos que hoje passam despercebidos. É exatamente o trabalho do CEOTTAX.
Revise preços e contratos. Recalcule margens produto a produto e inclua cláusulas de reequilíbrio nos contratos que atravessam 2027.
Adeque sistemas e equipe. Use o ano de teste para validar o emissor de notas, o ERP e treinar quem fatura, compra e fecha o mês.
A transição é longa, mas as decisões que definem quem paga menos imposto acontecem agora, no começo. Se quiser entender o impacto no seu CNPJ, agende um diagnóstico com o time da CEOCON.
Conteúdo produzido pelo time de especialistas da Clínica Empresarial: contadores, consultores tributários e analistas de gestão que atendem mais de mil empresas no Litoral Norte de SC.


